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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Enquanto a mídia e oposição gritam "mensalão", uma revolução silenciosa é realizada no PT. Leia e entenda.

 Amigos e amigas, 

Venho acompanhando com muita curiosidade as estratégias de Lula para renovar o PT. Depois de fazer um excelente governo e transformar o Brasil, parece que o objetivo de Lula é renovar o PT e preparar o partido para os desafios do século XXI e responder aos anseios do povo brasileiro. Este povo que votou em 2012 com o obetivo de ter serviços públicos de qualidade. Quem teve governo bem avaliado não teve problemas na reeleição, que não foi bem foi reprovado. Eis o recado nas urnas em que Lula já tinha captado com a aprovação de seu governo e a eleição de Dilma. 

Leia matéria da Istoé sobre o PT repaginado. 

O governo da presidenta Dilma Rousseff é aprovado nas urnas e dá a ela cacife para comandar a maior renovação do partido

Claudio Dantas Sequeira, Izabelle Torres e Josie Jeronimo
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APROVAÇÃO
Pela primeira vez, o governo Dilma foi submetido ao escrutínio
público - e o resultado, para ela, não poderia ter sido melhor
O Partido dos Trabalhadores não é mais o mesmo. Uma revolução silenciosa, cujo signo é o sentimento da mudança, faz nascer novas lideranças, oblitera velhos caciques e desencadeia a maior transformação da história da legenda. 

Basta olhar os resultados das eleições municipais para entender a dimensão desse processo. Eleito prefeito em São Paulo, Fernando Haddad, 49 anos, é um dos símbolos da transformação. 


 Em seu discurso da vitória, Haddad falou em autocrítica, na reconstrução do partido e agradeceu efusivamente à presidenta Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula, os principais fiadores de sua candidatura. No texto, escrito de véspera, fez ainda um chamamento à intelectualidade, às forças produtivas e aos movimentos sociais, num claro resgate das raízes partidárias do PT da década de 1980. O teor do discurso de Haddad resume a diretriz que Dilma estabeleceu em seu governo: a opção por políticos de perfil técnico, dedicados à boa gestão e sem os ranços do tradicional fisiologismo partidário.
Nas primeiras tratativas para a montagem de seu gabinete, Haddad seguiu a cartilha da presidenta e avisou que não se renderá ao “toma lá dá cá”. A referência ao modo de governar de Dilma ganha cada vez mais espaço dentro do PT, serviu de slogan para centenas de candidaturas e passou pelo primeiro grande teste nas urnas. O resultado foi a maior votação de um partido em eleições municipais, com mais de 17,2 milhões de votos em todo o País. Foram 635 prefeitos eleitos, o que significou um crescimento de 14% no número de municípios nas mãos do PT. Dilma foi uma das grandes vitoriosas da eleição. Seu governo, pela primeira vez, foi submetido ao escrutínio público – e os resultados, para ela, não poderiam ter sido melhores.
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PARCERIA
Com a eleição de Haddad, o ex-presidente Lula reafirma seu poder na
legenda e, de olho em 2014, investe em um novo desenho para a cúpula petista
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Esse partido que saiu das urnas revela o sucesso de uma estratégia que começou a ser traçada pelo ex-presidente Lula na eleição de Dilma em 2010. Consciente dos efeitos negativos do julgamento do mensalão, com a condenação de lideranças tradicionais como José Dirceu, João Paulo Cunha, José Genoino e Delúbio Soares, o ex-presidente vem trabalhando obsessivamente para mostrar que o partido está disposto a reescrever sua história. Numa reunião com a coordenação de campanha de Haddad, uma semana antes do segundo turno, Lula ressaltou que a vitória do ex-ministro da Educação em São Paulo seria mais um passo fundamental nessa reformulação. Em uma avaliação interna, o ex-presidente se disse incomodado com o fortalecimento de legendas à esquerda do espectro partidário, como o PSB. Segundo ele, o caminho para reconquistar o espaço ideológico e sanear a imagem pública do PT passa pela renovação dos quadros da legenda. O cientista político Rafael Cortês, da consultoria Tendências, avalia que Lula acertou em cheio ao perceber essa necessidade antes de todos. “Ele está usando seu capital político para bancar essa transformação”, diz Cortês.
Na terça-feira 30, o presidente do PT, Rui Falcão, se reuniu com a bancada do partido no Congresso para debater o assunto. Foi informado de que parte importante da sustentação do PT, como os sindicatos bancários, de professores e da saúde, está decidida a se alinhar totalmente à imagem de Dilma e se afastar do grupo de Dirceu. Falcão percebeu que o partido vem perdendo espaço nos movimentos sindicais, debandando para a órbita de legendas como o PSol. O impacto da condenação dos réus petistas, a propósito, foi alvo de uma pesquisa encomendada pelo PT logo após o fim do segundo turno. A cúpula da sigla desconfia que a abstenção recorde registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – mais de 22 milhões não compareceram às urnas – faça parte de um fenômeno de “desilusão” política e que grande parte desse exército de desencantados seria de eleitores ou simpatizantes do PT. Dependendo do resultado da pesquisa, o partido poderá tomar medidas mais radicais para minimizar o “efeito mensalão” e reconquistar esses votos antes que eles encontrem outro destino.
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No desenho de uma nova cúpula partidária, poucos políticos somam tantos pontos como a paranaense Gleisi Hoffmann, ministra da Casa Civil. Braço direito da presidenta Dilma, a ministra conseguiu eleger Gustavo Fruet (PDT) na capital do Paraná e será candidata ao governo do Estado. Apesar de estar no partido desde 1989, ela é um dos exemplos mais emblemáticos da renovação partidária porque sempre esteve em cargos técnicos, ganhando espaço político a partir da eleição para o Senado, em 2010. Outros dos novos líderes petistas são o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), cotado para o governo de Minas Gerais em 2014, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que se credencia como a opção para São Paulo. Também vindo do movimento estudantil, o ministro tem atraído a simpatia dos políticos petistas ao abrir o cofre da pasta que comanda para atender a reivindicações de emendas parlamentares.
Padilha foi o ministro mais solicitado pelos candidatos às prefeituras no primeiro turno, gravando cerca de 90 vídeos de apoio a petistas. Nos discursos, prometeu investimentos na área da saúde e ressaltou a boa vontade da sua gestão com os municípios. Ele tem sido lembrado pelos defensores da renovação como um nome competitivo para a disputa pelo governo de São Paulo daqui a dois anos. Assim como Luiz Marinho, prefeito reeleito de São Bernardo do Campo e considerado o petista mais próximo de Lula. Os petistas que clamam por renovação na cúpula da sigla garantem que a rejeição do eleitorado a nomes antigos fez a ficha cair de vez e, em 2013, o partido sairá do estado de negação para a fase do enfrentamento do problema.
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NOVOS RUMOS
Gleisi Hoffmann (acima), Padilha (abaixo) e Pimentel (última) ganham
espaço no PT e largam na frente como pré-candidatos à disputa para
os governos do Paraná, de São Paulo e de Minas Gerais, em 2014
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O novo modelo petista abre espaço para uma geração que até hoje foi mantida à distância das decisões da cúpula partidária, mas que começa a reivindicar espaço. O senador Lindbergh Farias (RJ) é lembrado sempre como o símbolo dessa mudança. Desde que assumiu o mandato, Farias tem atuado como personagem secundário da bancada de senadores. Agora, depois de conseguir eleger aliados nas prefeituras, começa a se encaixar na descrição de novo modelo de liderança petista. Seus planos e os de setores do partido incluem a candidatura para o governo do Rio de Janeiro, em 2014. Para chegar lá, terá que negociar espaço com veteranos, como a deputada federal Benedita da Silva. “Acho que essa renovação de lideranças e políticos que compõem a legenda é uma imposição da realidade do eleitorado”, afirma. “O País mudou e os quadros do PT se ampliaram. Isso deve ser considerado.”
Na quinta-feira 1º, a Executiva Nacional do PT se reuniu para fazer um balanço e traçar as estratégias para os próximos anos. Nas palavras do presidente do partido, Rui Falcão, foi dada a largada ao “projeto de construção e valorização de lideranças”. Falcão disse que ainda será necessário um tempo maior para analisar o “desfalque” ocorrido este ano, em consequência do julgamento do mensalão, e avalia que a renovação não pode prescindir de nomes que ainda são referências. “Aos 33 anos, o PT pode criar novos quadros, mas deve manter referências nacionais importantes, como Lula”, disse à ISTOÉ. Não citou Dirceu. Para o cientista político Gaudêncio Torquato, da USP, Lula continuará se dedicando nas próximas eleições a essa renovação de quadros, investindo em perfis mais técnicos, em detrimento de petistas históricos. “A velha guarda do PT vai ter de aceitar a renovação, porque Lula se respalda nos votos e é o último líder carismático do Brasil”, diz. Segundo ele, o ex-presidente tem pressa na assepsia do partido pós-julgamento do mensalão.

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