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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Um texto para entender o xadrez de Lula na política brasileira.

Por SergioMedeirosR
Comentário ao post "O xadrez de Lula"
Prezado Nassif
“Esse é o cara”.   Barack Obama
O xadrez de Lula, nunca tem somente um componente, ele tem uma base conjuntural extremamente perspicaz.
O aludido movimento mencionado, de renovação dos quadros, é apenas um dos aspectos que podem de plano ser vislumbrados na estratégia política adotada.
Apesar de simples, as iniciativas do (sempre) Presidente Lula, não conseguem ser captadas pela mídia, em primeiro lugar pela incompetência ou pela má-vontade em relação a novas formas de apreensão da realidade e, em segundo lugar porque a manutenção do status quo, do pensamento (quase) único, necessita negar a viabilidade ou correção de novas tendências.
 
E isso, pode ser facilmente verificado quando da eclosão da crise econômica, em que o Lula falou que, para o Brasil, seria apenas uma marolinha.
Foi prontamente ridicularizado pelos analistas tanto políticos como econômicos.
Não entendiam as referidas “mentes brilhantes” que o mercado tem forte componente anímico, que a economia brasileira é basicamente interna, e contava  com considerável  capacidade ociosa.
Assim, naquele momento, as medidas cabíveis eram, incrementar e investir  no mercado interno,  mas, em contrapartida,  se não houvesse mercado para estes produtos inevitavelmente a “receita” não teria o efeito esperado.
Pois bem, no momento em que o presidente Lula vai à imprensa e, do alto de sua credibilidade perante a população brasileira, diz que as pessoas tem que produzir, tem que consumir,  e que os efeitos da crise econômica no Brasil, não passarão de uma marolinha, o presidente está simplesmente realizando um dos mais importante movimentos da estratégia(xadrez) econômica e política daquele momento.
Esquecem os analistas de plantão que, se naquele momento, a população internalizasse a noção de crise por eles proposta, inevitavelmente a economia brasileira estagnaria ou, pior, entraria em recessão, esta  com todos os seus componentes, desemprego, diminuição de recursos para a saúde, educação, para os benefícios sociais, etc..
Felizmente não foi o que ocorreu,  e as pessoas continuaram a produzir e consumir e o país cresceu e consolidou-se no cenário mundial como potencia econômica e modelo político.
No mais, por recente, todos conhecem a história, principalmente por ter sido extremamente bem-sucedida.
O reconhecimento, entretanto, veio da pessoa mais insuspeita,
É claro, falo de BaracK Obama, Presidente dos Estado Unidos da América, que, num rasgo de jovialidade, proferiu a seguinte exclamação, frente à vários chefes de estado e da imprensa mundial:  “Esse é o cara”.
Nesta campanha eleitoral de 2012, novamente a estratégia adotada pelo presidente Lula, não é alcançada pela compreensão da mídia oficial brasileira.
Repetem o mesmo erro e, ao depararem com os fatos, declaram-se surpreendidos, e pasmos com a “insensibilidade política da população brasileira” notadamente porque, segundo eles o “mensalão” (enquanto cena e tragédia) não teria influenciado o cenário político de modo  a levar o PT ao ostracismo.
Pobres “pensadores”.
Bem antes, um alquebrado Lula, recém saído de sua luta contra um câncer, mas com sua capacidade intelectual intacta (capacidade esta insistentemente contestada pelos referidos analistas), idealizou mais um de seus movimentos políticos, os quais são incompreensíveis para esta parcela da inteligência brasileira. Eles me lembram uma passagem do conto A Casa de Asterion , do argentino Jorge Luis Borges, in verbis: ...As enfadonhas e triviais minúcias não encontram espaço em meu espírito, capacitado para o grande; jamais guardei a diferença entre uma letra e outra..
Prosseguindo.
Marcado, pelo STF,  o julgamento do chamado mensalão,  para o período pré-eleitoral, este fato sinalizou e cristalizou a forma em que se daria o embate.
Como todo pensamento simples e objetivo, Lula contrapôs ao mensalão - incansavelmente veiculado pela mídia -, um PT diferente, com novos quadros, e o mais importante, estes neófitos,  erigiriam suas campanhas com ênfase em programas técnicos e em soluções urbanas para resolver os problemas sociais prementes.
Contraporiam à realidade posta, os novos projetos do PT; à antiga forma de fazer política, a idéia generosa de solidariedade social (que foi a gênese do Partido do Trabalhadores); à desigualdade econômica,  um  governo para todos.
Assim, diminuir as desigualdades, dar condições mínimas de educação, saúde, alimentação, moradia, mobilidade urbana, passaram a ser os temas e a tônica dos pleitos,  junto a isso, a insistente divulgação das realizações dos governos do PT no âmbito social e sua diferencia enquanto projeto de sociedade..
E Lula entregou-se de corpo (ainda combalido) e –toda - alma, nesta construção.
E estes “eleitos”, Haddad,  Pochmann, Elmano, Pelegrino... levaram esta nova forma de fazer política e cumpriram sua missão.
Então, nas cidades do Brasil, não se falou somente em mensalão, se falou em projetos, em política urbana, em governar  e para quem governar  prioritariamente.
E, desta vez não foi a esperança que venceu o medo, mas a razão venceu o oportunismo político e deixou aberta, mais uma vez as várias portas pelas quais transita a esperança.
Enfim, chegou a eleição e, surpresa, o PT saiu-se mais forte, mais revigorado e desafiando os velhos oráculos.
Alguns, como sempre, de forma tardia, estão aos poucos percebendo toda a estratégia, outros, ainda, estão restritos a noção de que Lula percebeu o “novo” e somente este fator motivou o resultado do pleito.
Mas, logo, logo, reconhecerão  que a estratégia de Lula, não simplesmente derrotou o mensalão, como forma sectária de fazer política, mas trouxe a população brasileira o que sempre deveria ser privilégio desta por ocasião das eleições, um debate de propostas e de idéias, em que somente pode haver um ganhador, o POVO brasileiro.
Talvez, agora, os analistas entendam a  frase proferida por Lula, que o novo pleito havia absolvido o PT.
Simples assim.

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